AMIG - Associação Pró-Memória da Imigração Germânica
 

Algumas pessoas residentes na região sul do Brasil tem tido já há algum tempo a preocupação de que a memória histórica da imigração proveniente de regiões onde antigamente ou mesmo ainda hoje se fale o idioma alemão possa perder-se irremediavelmente. Recentemente, comemorou-se o 180° aniversário oficial da imigração alemã, ainda que as primeiras pessoas de origem alemã, como por exemplo Hans Staden e Ulrich Schmiedel (e possívelmente Martin Behaim ainda antes de Pedro Álvares Cabral) tenham vindo muito antes desta data ao Brasil.

Existem poucas formas estruturadas e organizadas de documentação deste longo período. Se por um lado é notório que a referida imigração influenciou fortemente a região sul do Brasil - Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – constata-se que uma documentação sistemática e selecionada da história das influências recíprocas, dos avanços e atrasos que acompanharam as mudanças da historiografia universal não puderam ser alcançadas.

Com certeza existem muitos escritos, diários, heranças familiares e trabalhos científicos relativos à cultura de língua alemã na região. No entanto trata-se frequentemente de informações dispersas as quais não apresentam uma preparação e amarração centralizadas.

No decorrer das gerações a memória ativa de muitas histórias, destinos, empreendimentos, experiências de sucesso e fracasso, da vida na região relativas à natureza e aos povos autóctones fica cada vez mais fraca, devido a que nos centros urbanos de rápido crescimento ha necessidade de escolas, organização política, expressões religiosas, cultura, entre outros.

Os membros da AMIG – na maioria dominando o idioma alemão seja por descendência, pelo estudo ou por terem nascido em terras onde se fala esta língua – pretendem dedicar-se à conservação desta história da imigração e colocá-la à disposição do grande público.

Desde o ano de 2008 já se estão buscando ideias sobre a melhor forma de se concretizar esta tarefa que se apresenta abrangente e desafiadora.

Em primeiro lugar, será necessário amealhar e catalogar tudo o que se oferece no contexto desta temática. A AMIG necessitará muita ajuda e incentivo externo, uma vez que nas fases de fundação e formatação somente se poderá contar com o envolvimento voluntário de algumas pessoas motivadas.

Como ainda não se dispõe de uma instalação física que possa ser utilizada como depósito e centro de exposição, vai-se investir, inicialmente, no uso de ferramentas digitais e na presença virtual das tarefas mencionadas e, para tanto, se solicita o apoio correspondente.

Este apoio não se expressa exclusivamente através de ajuda financeira – embora esta também incentivaria o desenvolvimento pretendido – mas também nas atividades de seleção de livros, revistas e demais formas literárias, na avaliação de legados sob a perspectiva de sua relevância histórica, pela pesquisa e documentação de histórias de famílias ou pela indicação de importantes aspectos relativos à presença da língua alemã no Brasil.

A missão central da AMIG não se limita obrigatoriamente ao Brasil em si, mas deve ser considerada em uma visão mais abrangente. Assim, onde o Brasil tiver uma história da imigração, o lado europeu terá uma história de emigração, e sempre que se puder estabelecer ligações entre a emigração a partir de terras de língua alemã e a imigração ao Brasil, ter-se-á identificado o interesse para a AMIG. Sob esta ótica, os portos de emigração europeus como Hamburgo, Bremen, Rotterdam, Trieste ou Gênova passam a ser fontes importantes de informação.

Consideramos importante que não apenas os acontecimentos pontuais que estejam relacionados com as migrações sejam elucidados, mas que também os processos de assimilação ao longo das gerações e diante das realidades sociais nas regiões de destino sejam abordados.

Partindo-se do pressuposto de que não somente o Brasil tenha influenciado aos imigrantes, mas que também estes tenham influenciado sua nova pátria, é um campo interessante de estudos a análise das formas que estas adaptações ainda hoje se expressam e eventualmente se tenham modificado.

Portanto, a AMIG ainda está em processo de formatação, e está à procura de participação e apoio no sentido de cumprir a sua autoimposta missão, qual seja, a de assegurar e ampliar a consciência histórica da imigração alemã. Neste contexto, também a comunidade acadêmica deverá ser consultada e convidada a participar de pesquisas nos campos da literatura, germanística, etnologia, tecnologia de processos e tantos outros.

Na melhor das hipóteses os membros fundadores e demais associados participarão das atividades iniciais mesmo que seja pelo aporte de contribuições oriundas das histórias de suas próprias famílias.



Apresentação

Algumas pessoas residentes na região sul do Brasil tem tido já há algum tempo a preocupação de que a memória histórica da imigração proveniente de regiões onde antigamente ou mesmo ainda hoje se fale o idioma alemão possa perder-se irremediavelmente. Recentemente, comemorou-se o 180° aniversário oficial da imigração alemã, ainda que as primeiras pessoas de origem alemã, como por exemplo Hans Staden e Ulrich Schmiedel (e possívelmente Martin Behaim ainda antes de Pedro Álvares Cabral) tenham vindo muito antes desta data ao Brasil.

Leia mais...

Diretoria

Como uma organização sem fins lucrativos, o Conselho de Administração da AMIG é composta de pessoas que se oferecem para desempenhar suas funções executivas, sem qualquer pagamento de compensação.

Leia mais...

Missão

A missão da AMIG consiste na preservação da memória histórica, social e cultural dos povos de origem germânica ou que tenham relação afetiva, linguística, geográfica, étnica ou diletante com os mesmos, utilizando-se de tecnologias avançadas e adequadas para o registro, documentação, acesso e disseminação dos acervos respectivos. .

Leia mais...

Patrocinadores

Apoio

© AMIG - Associação Pró-Memória da Imigração Germânica
Ministério da Cultura - Governo Federal